JBittencourt's Blog

Tag: LEC

Migrating…

by on Feb.10, 2009, under English

After my last blog passed away because one server at LEC just burned, I decided to create my own domain and setup this WordPress. Slowly I will try to republish my old posts and to recover some interesting stuff I have there. I put a lot of effort and thinking on those texts, so I think they need to be online. The main problem is that most of them are in portuguese. Anyway, I think the effort is worthwhile.

From now over, I will try to publish in english, principally when talking about my work at OLPC.

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Reflexões em e sobre Cambridge

by on Jan.18, 2008, under English, Reflexões, Uncategorized

Uma das coisas que acho interessante sobre postar em Blogs é essa capacidade de “guspir” um texto totalmente de forma não elaborada, sem muita reflexão e sem múltiplas interações de reescrita. A reflexão e construção ocorrem depois da idéia parida, na interação com as outras pessoas. Primeiro se compartilha, depois se escreve. Tá, tudo bem que não é exatamente assim, mas é bem diferente da escrita acadêmica: cheira a idéia nova.

Entretanto, eu sou um imigrante nessa comunidade dos bloggeiros, e evidência disso é esse meu senso de auto-crítica que muitas vezes me impede de escrever as idéias que orbitam meu pensamento. Tenho pilhas grande de posts salvos como rascunho e tantos outros no pensamento. Provavelmente nenhum deles será publico. Por isso decidi compartilhar hoje alguns pensamentos que estão passando pela minha mente e ignorar temporáriamente minha auto-crítica.

Como muitos sabem, vim a Cambridge para um Workshop sobre apredizagem na OLPC. Meu papel nesses workshops é compartilhar com outros países e cidades aquilo que aprendemos no piloto de Porto Alegre. Como nós no LEC somos pioneiros no uso dos XOs, todos os nossos acertos e falhas são aprendizagens importantes. A primeira vez que estive aqui em Novembro, tudo foi um tanto quando corrido. Desta vez foi tudo muito diferente. Não sei se foi a neve ou o fato de estar sozinho sem outro brasileiro para conversar, mas essa foi uma viagem muito mais introspectiva. Tive oportunidade de caminhar bastante. Na realidade tentei ao máximo caminhar na rua, para sentir o frio e curtir a neve.

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One Laptop per Child

by on Sep.12, 2006, under Português, Reflexões

Depois de duas semanas investigando a pedido da Léa o projeto One Laptop per Child – OLPC, não consigo conter meu entusiamo. Acredito que ao longo de sua vida, um pesquisador tem poucas oportunidades de se envolver com alguma iniciativa que realmente faça diferença. Penso que esse projeto é uma dessas raras ocasiões, na qual nossas pesquisas podem trazer algum benefício concreto e real para a sociedade em geral e, principalmente, para as crianças.

Gostaria de ter bastante tempo para escrever sobre tudo que aprendi nessas duas semanas, mas realmente não dá. Entretanto, quem deseja aprender mais sobre o projeto, deve ler o documento OLCP Human Interface Guidelines. Acho esse documento interessante, pois ele concretiza vários conceitos abstratos em exemplos tangíveis no design do software. E é exatamente ai que o projeto OLCP diferencia-se do notebook equivalente que a Intel está tentando vender para o governo brasileiro. O OLPC é uma solução pensada para crianças, e mais do que isso, para a educação. E quanto falo em educação, não me refiro para aquele modelo secular de enfiar conteúdo garganta abaixo das crianças. Falo em educar para compartilhar, construir e pensar. Esses conceitos estão muito presentes no design da interface gráfica do sistema. Os pesquisadores do projeto conseguiram pegar o conceito de notebook e levá-lo aonde ninguém  havia levado. Simplesmente Genial!!!

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Curso de Ciências Aeronáuticas e do Espaço em Brasília

by on May.28, 2006, under Formações, Português

Para aqueles que não sabem, durante a semana que passou fui tutor do curso de Ciências Aeronáuticas e do Espaço em Brasília, ministrado pela Profa. Léa e o Prof. Marcus Basso, juntamente com o Prof. Cláudio Ferreti. O curso, destinado a professores da rede municipal do DF, foi promovido pela AEB Escola, como um dos módulos de um programa maior que está sendo desenvolvido.

No curso, trabalhamos Projetos de Aprendizagem com cerca de 45 professores. O diferencial desta vez, foi que pela segunda vez utilizamos o ambiente AMADIS para suportar o trabalho desenvolvido em sala de aula. Foi uma oportunidade ímpar por vários motivos. Em primeiro lugar sempre é um prazer observar a Léa trabalhando. Elá é decididamente um exemplo fantástico de pessoa e de mestre, e em situações como a deste curso vejo como é um privilégio trabalhar com ela.

Depois, é muito legal ver o processo de desenvolvimento dos projetos de aprendizagem. É interessante ver como a resistência inicial de muitos professores vai progressivamente transformando-se em entusiasmo. Durante o curso foram produzidos vários trabalhos muito legais que podem ser observados no AMADIS. E por último, essa foi a primeira vez que tive opotunidade de ver um teste de campo do AMADIS nos últimos anos. Mesmo tendo vindo para Porto Alegre com uma lista enorme de bugs e correções, foi muito entusiasmante a gratificante ver o ambiente sendo utilizado. Ele foi muito bem recebido por vários professores que irão colocar seus próprios alunos a utilizar o ambiente.

Acredito que se mantermos o esforço, o AMADIS tem tudo para se tornar uma grande ferramenta para o apoio ao trabalho por projeto em vários ambientes de ensino (formais ou informais) pelo Brasil.

Fotos do curso

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O que é Intuição?

by on Feb.15, 2006, under Educação, Português, Reflexões

Hoje tivemos nossa segunda reunião do Grupo de estudos do projeto REDIN. Mais do que na semana passada, nesta manhã acredito que a discussão foi muito interessante. O Mario Fontanive apresentou sua dissertação de mestrado entitulada “A mão e o número: Sobre a possibilidade do exercício da intuição nas interfaces tridimensionais”.

O texto que o Mario leu, levantou uma série de questões interessantes. Particularmente, o tópico que mais me interessou tem a ver com a “Intuição”. Já fazem alguns anos que procuro uma resposta para a pergunta “O que é intuição?”. Essa pergunta surgiu quando comecei a dedicar-me ao estudos das interfaces de computador na disciplina de Interação Humano Computador – IHC. Essa área das Ciências da Computação, é extremamente complexa na medida em que inbrica conhecimentos de várias domínios do conhecimento humano. Uma definição formal de IHC pode ser encontrada em HEWETT et al, 2002:

Human-computer interaction is a discipline concerned with the
design, evaluation and implementation of interactive computing
systems for human use and with the study of major phenomena
surrounding them.

Essa definição, apesar de útil é muito ampla. Na prática, é comum ouvirmos que o objetivo de IHC é aumentar a usabilidade dos softwares ou “tornar as interfaces mais intuitivas”. Entretanto, sempre me questionei sobre o que realmente sigfnica esse processo de “intuitivisação” das interfaces. O que diferencia uma interface intuitiva de uma outra não-intuitiva. Nas minha leituras, principalmente do trabalho de Donald Normam, a idéia de intuição parece estar ligada sempre a de uma “apreenção imediata”, a qual não pressupõe uma fase a apropriação da interface por parte do usuário. Para Normam, o computador deveria ser invisível, ou seja, o sujeito não deveria se preocupar em como utilizá-lo, mas sim concentrar-se na tarefa que deseja realizar com ele.

Tal idéia sempre me pareceu estranha, pois parece ser uma compreensão sem a necessidade de aprendizagem. Como se todo e qualquer conhecimento pudesse ser representado no formato de uma ilustração a qual fosse apreendida pela percepção do sujeito imediatamente. Segundo vários autores, como McLuhan e Levy, primeiro forjamos nossas ferramentas e depois elas nos moldam. Em outras palavras, não podemos esperar que o computador seja um objeto invisível para a execução de uma tarefa, pois a própria tarefa que está sendo realizada não faria sentido sem o computador.
Esta passagem de Lino de Macedo fala um pouco sobre isso em um contexto totalmente distinto:

Ora, há uma idéia de que os objetos sociais ou artificiais têm
plasticidade, benevolência ou complacência quase infinitas.
Acreditamos que é possível oferecer um objeto cultural
subordinável ou redutível àquilo que pensamos que a criança é.
[…] A produção de cartilhas chegou a um tal reducionismo, ou
simplificação que, para ensinar famílias silábicas, por exemplo,
autores criaram frases que seriam totalmente absurdas em nossa
realidade. […] Por um lado é exigido da criança que escreva
ortograficamente bem, independente de seu nível. Por outro, é
exigido que os textos didáticos sejam sempre acessíveis à (ou
complacentes com à) criança. (MACEDO, 1994, pág. 66.)

Da mesma forma como aconteceu com as cartilhas, existe uma idéia, ligada a uma epistemologia empirista, de que uma interface possuí umas plasticidade infinita. De que qualquer interface pode ser reformulada de tal forma que se torne mais intuitiva e fácil de utilizar, como se a complexidade de todo e qualquer conhecimento pudesse ser resolvida por meio de uma “apresentação adequada”.

Não quero com essa problematização, dimunuir a importância de criarmos interfaces melhores, mas sim questionar o que é usabilidade e quais são seus limites. Até que ponto podemos tornar uma interface mais compreensível? Onde o objeto interface resiste aos nossos esforços em torná-la transparente e nos obriga a entender a entende-lá não como um produto, mas sim como um processo translucido e não invisível?

Talvez aqui esteja um ponto importante: qual o papel da tupla ação x compreensão dentro da nossa compreensão de usabilidade? Acredito que o conceito de intuição não seja suficiente para representar o problema de melhorar as formas de interação entre o homem e a máquina, mas com certeza faz parte da resposta. Isso nos tráz novamente a questão inicial: o que é intuição?

O trabalho do Mário me mostrou que Bergson tem algumas contribuições interessantes sobre esse assunto. Acredito que nas próximas semanas estaremos construindo no Wiki do REDIN uma discussão interessante sobre o assunto.

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LEC: o poder de um contexto

by on Oct.26, 2004, under Educação, Português, Reflexões

Recentemente estava na rede fazendo umas pesquisas sobre a linguagem de programação Squeak e procurando artigos sobre esse tema quando acabei achando esse maravilhoso texto de Alan Kay entitulado “The Power of The Context“.

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Objetos Educacionais

by on Oct.19, 2004, under Português, Reflexões

Depois de uma intensa conversa com o Prof. Ítalo Durta e a Profa. Mônica ontem, comecei a pensar melhor sobre a questão dos Objetos de Aprendizagem – OA. Eu já havia observado que existem algumas linhas de pensamento diferentes sobre o conceito “de o que é um objeto de aprendizagem”, entretanto, nunca havia parado para pensar sobre quais as relações entre os OA e a tecnologia. Sempre parti do pressuposto que um OA era um “pequeno software“, que podia ter uma perspectiva mais instrucionista ou mais voltada a construção do conhecimento. Ontem compreendi os OAs como algo mais amplo do que um sistema e passei a vê-los como uma prática pedagógica, a qual deve estar representada na forma de uma mídia compartilhada, possibilitando a adaptação e a reutilização em
novas práticas.

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Sugar People

by on Apr.04, 2004, under Português, Tecnologia

Um vídeo legal que mostra quem está trabalhando no projeto OLPC e a sede deles em Cambridge.

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